Quanto custa realmente uma reunião de uma hora em Portugal?

Com 23,75 % de contribuições patronais para a Segurança Social, o custo real por hora de um trabalhador é significativamente superior ao salário bruto indicado no contrato.

O custo real de um trabalhador para a empresa

Em Portugal, a entidade patronal paga 23,75 % do salário bruto para a Segurança Social. Para um trabalhador com um salário bruto de 1.500 euros mensais, a empresa paga mais 356 euros em contribuições -- o que eleva o custo total para cerca de 1.856 euros por mês.

Dividido por aproximadamente 168 horas laborais mensais, o custo por hora fica em torno de 11 euros. Uma reunião de uma hora com cinco pessoas com este perfil salarial custa à empresa cerca de 55 euros -- sem contar a preparação nem as ações de seguimento.

Calcule o custo das suas reuniões com a ferramenta Custo de reunião e compare com o custo de um trabalhador independente.

Portugal tem uma das cargas patronais mais baixas da Europa Ocidental

Os 23,75 % de contribuições patronais em Portugal são inferiores à média europeia: França (42 a 45 %), Espanha (29 a 32 %) e Alemanha (19 a 21 %) têm encargos patronais mais elevados. Isto torna o custo de contratar em Portugal mais competitivo do que em muitos outros países da Europa Ocidental -- um fator relevante para empresas com operações em vários países.

Trabalhador independente vs. contrato de trabalho: a comparação real

Um trabalhador independente que cobra 300 euros por dia pode parecer mais caro do que um colaborador com 1.500 euros brutos mensais. Contudo, a empresa não paga Segurança Social, férias remuneradas, subsídios de férias e Natal, nem tem obrigação de indemnização por cessação de contrato. Para projetos com duração inferior a 6 meses, o custo total do independente pode ser equivalente ou inferior ao do trabalhador a tempo inteiro.