Referência de Prazos de Prescrição

Look up the general civil limitation period (statute of limitations) for common dispute types in the UK, France, Germany, Spain, and Portugal.

Por Marshkalk

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Prazo de prescrição

Os prazos de prescrição têm muitas exceções: a contagem pode começar mais tarde do que o próprio facto (a partir da descoberta do dano), suspender-se durante uma negociação, ou reiniciar após um reconhecimento formal. Isto é informação geral, não aconselhamento jurídico. Verifique com um profissional de direito antes de confiar em qualquer prazo.

Os 20 anos da prescrição ordinária, o prazo geral mais longo dos cinco países

O artigo 309 do Código Civil fixa a prescrição ordinária em 20 anos, o prazo geral mais longo de todos os cinco países aqui comparados, várias vezes superior aos 3 a 6 anos habituais noutros países europeus. Este prazo longo aplica-se por defeito às ações reais sobre imóveis, mas convive com prazos especiais bem mais curtos para situações concretas: apenas 3 anos para a responsabilidade civil extracontratual (artigo 498 CC) e apenas 1 ano para reclamações laborais após a cessação do contrato (artigo 337 do Código do Trabalho), uma diferença de escala que surpreende muitos utilizadores portugueses ao pesquisar o prazo aplicável ao seu caso.

Prazos de prescrição, algumas referências

Tipo de litígioPortugalFrançaReino Unido
Litígio contratual20 anos5 anos6 anos
Dano pessoal3 anos10 anos3 anos
Reclamação laboral1 ano3 anos3 meses

Limites desta ferramenta

Esta ferramenta mostra apenas o prazo legal geral. Na prática, a contagem nem sempre começa no dia do facto: muitos países contam a partir do momento em que o dano foi descoberto ou razoavelmente poderia ter sido conhecido, não a partir da sua ocorrência, e atos formais como uma interpelação, um plano de pagamento, ou uma ação judicial podem suspender ou reiniciar completamente o prazo. Nenhuma destas exceções está refletida aqui.

Como estes prazos são geralmente contados

A maioria dos países mede o prazo em anos completos a partir de um ponto de partida claro (o incumprimento, o dano, o último pagamento), e uma vez decorrido esse prazo, o devedor ou réu obtém uma defesa formal que pode invocar em tribunal, podendo também renunciar a ela. Confirme sempre a data de início aplicável e as eventuais causas de suspensão com um profissional de direito, em vez de confiar apenas na regra geral.